O comandante da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, afirmou nesta terça-feira (28), em entrevista ao ac24horas, que o Governo do Acre já se prepara para os possíveis impactos do fenômeno El Niño, que pode provocar uma estiagem mais intensa entre os meses de outubro, novembro e podendo chegar até dezembro, período em que normalmente começam as primeiras chuvas na região.
Segundo o coronel, um gabinete de crise foi instalado com a participação de diversos órgãos estaduais e das Defesas Civis municipais para planejar ações preventivas diante do cenário climático previsto.
“O gabinete de crise, com todas as instituições do Governo do Estado, já vem se preparando para o El Niño. Estamos realizando várias reuniões envolvendo as Defesas Civis municipais. Neste momento, passamos por um período normal de pouca chuva na nossa região, principalmente nos meses de agosto e setembro”, declarou.
Carlos Batista explicou que a maior preocupação é com a possibilidade de o fenômeno ganhar intensidade justamente no período em que o Acre costuma registrar o início da estação chuvosa. “A preocupação é porque a tendência é de o El Niño ficar mais intenso nos meses de outubro e novembro. Normalmente, esse é o período em que começam as primeiras chuvas na nossa região. O receio é que a estiagem se prolongue durante outubro, novembro e dezembro, como apontam os indicadores.”
O comandante destacou que o Estado, os municípios e o Governo Federal já articulam medidas para minimizar os impactos de uma eventual seca prolongada.“Estamos buscando, como Estado, junto aos municípios e ao Governo Federal, fortalecer nossas ações para reduzir os impactos de uma possível estiagem mais prolongada.”
Ao explicar os efeitos do El Niño sobre o clima do Acre, Carlos Batista afirmou que o fenômeno tende a reduzir o volume de chuvas e elevar as temperaturas.“O El Niño é um fenômeno que, para a nossa região, reduz a quantidade de chuvas, aumenta as temperaturas e favorece um período mais seco. Todos os indicadores apontam que os meses de outubro e novembro poderão registrar precipitações abaixo da média histórica”, encerrou.