O cenário político do Acre sofreu uma forte reviravolta nesta terça-feira, 30 de junho. Em uma reação inesperada que rearranja as peças para a disputa eleitoral, a governadora Mailza Assis Cameli exonerou o secretário-chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni. A decisão, publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, não veio isolada: junto com o ex-braço direito, outras 40 pessoas foram destituídas de seus cargos em uma verdadeira “limpeza” administrativa nos bastidores do Palácio Rio Branco.
A movimentação em massa tem alvo e justificativa claros nos bastidores. O apoio e dedicação exclusiva de Donadoni a campanha do pré-candidato a deputado federal Fábio Rueda, o que acabou ocasionando uma série de críticas públicas por parte dos demais pré-candidatos a federais como Socorro Neri, Zezinho Barbary, Zé Adriano é Coronel Ulysses.
Já sobre as mais de 40 pessoas exoneradas, segundo apurou o ac24horas, elas possuem ligações políticas com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima e também com o ex-governador Gladson Cameli.

O gatilho para a retaliação ocorreu no dia anterior, segunda-feira, 29 de junho, quando o prefeito cruzeirense declarou publicamente seu apoio à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre, um movimento interpretado pelo núcleo duro de Mailza como uma afronta e uma quebra de aliança.
Para além da resposta imediata ao grupo de Cruzeiro do Sul, a queda de Jonathan Donadoni carrega um peso simbólico e estratégico ainda maior. Donadoni era considerado o último elo técnico e político de ligação direta entre o ex-governador Gladson Cameli — atual pré-candidato ao Senado — e a gestão da governadora Mailza Assis. Ele representava a continuidade da influência e do diálogo do antigo mandatário dentro da estrutura central do poder executivo.