Cruzeiro do Sul, Acre 18 de junho de 2026 14:40

PF: Jaques Wagner teria recebido apartamento de R$ 2,4 milhões do Master

As investigações da PF (Polícia Federal) apuram se o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria recebido um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Líder do governo Lula no Senado, Wagner foi um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura a suposta fraude financeira do Banco Master. Também está na lista de alvos Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.

A PF identificou uma conversa de novembro de 2024, em que o senador repassava dados do imóvel a Augusto Lima, incluindo contato da construtora, unidade e valor.

Procurada pela CNN, a defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências realizadas pela PF hoje são “desnecessárias” e negou qualquer prática ilícita.

“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”, diz o comunicado.

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”

A CNN também entrou em contato com a defesa de Jaques Wagner. O espaço segue aberto.

Relembre a operação Compliance Zero

A primeira fase da operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025, quando a PF prendeu pela primeira vez Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. Na ocasião, entre outros seis alvos, também foi preso Augusto Lima.

Naquele dia, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

Dias após sua prisão, Vorcaro foi solto e passou a utilizar tornozeleira eletrônica. Em março, em uma nova fase da operação, o ex-banqueiro foi preso novamente. Atualmente, ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Ao longo dos últimos meses, a investigação apontou uma rede complexa liderada por Daniel Vorcaro, que incluía articulação política e gerenciamento de um grupo responsável por intimidar desafetos, acessar sistemas restritos e obter informações sigilosas.