Cruzeiro do Sul, Acre 25 de julho de 2026 16:44

Em emergência por SRAG, UTIs do Acre seguem perto da lotação máxima

A rede pública de saúde do Acre segue operando sob forte pressão em meio à situação de emergência decretada pelo governo estadual por causa do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta quarta-feira (17) mostram que a maior parte dos leitos de UTI para adultos permanece praticamente ocupada.

No Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), havia apenas uma vaga disponível em cada uma das duas unidades de terapia intensiva. Na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), o Pronto de Observação Intensiva (POI) registrava duas vagas. Já o Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) contava com duas vagas disponíveis e um leito bloqueado. O Hospital Santa Juliana (HSJ), por sua vez, estava com todos os 20 leitos ocupados.

Ao todo, as cinco unidades destinadas ao atendimento de adultos somavam seis vagas disponíveis entre 74 leitos ativos.

Na comparação com terça-feira (16), houve uma pequena melhora no cenário do Huerb, que não tinha vagas nos dois setores de UTI. Em contrapartida, a Fundhacre reduziu de quatro para duas vagas e o Hospital Santa Juliana passou de duas vagas para nenhuma.

Na área pediátrica, a situação apresentou maior estabilidade. A UTI Pediátrica manteve seis vagas disponíveis entre dez leitos existentes. A Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) aumentou de uma para duas vagas, enquanto a enfermaria pediátrica passou de nove para 13 vagas disponíveis.

Emergência por SRAG

O governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública por 90 dias após o aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e da pressão sobre a rede hospitalar.

Segundo a Sesacre, foram registradas 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio deste ano, número superior ao observado no mesmo período dos anos anteriores. O aumento das internações, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades, levou o Estado a adotar medidas para ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde.