Cruzeiro do Sul, Acre 5 de junho de 2026 14:55

Justiça Eleitoral reforça proibição de campanha em igrejas e templos

Lideranças religiosas e candidatos devem redobrar a atenção durante o período eleitoral. A legislação brasileira proíbe a utilização de igrejas, templos e demais espaços destinados a cultos para a realização de propaganda política ou promoção de candidaturas.

Esses locais são considerados bens de uso coletivo, o que impede a veiculação de mensagens eleitorais, independentemente de serem diretas ou indiretas. O descumprimento da norma pode resultar em sanções tanto para os candidatos quanto para os responsáveis pelos espaços religiosos.

O tema voltou a ganhar destaque após uma decisão da Justiça Eleitoral no interior de São Paulo, onde agentes políticos foram responsabilizados por utilizar um ambiente religioso para favorecer uma campanha eleitoral.

Como consequência, os envolvidos sofreram penalidades relacionadas ao processo eleitoral, incluindo a perda de registros de candidatura. O entendimento da Justiça foi de que houve abuso de poder político e econômico ao associar atividades religiosas à promoção eleitoral.

Diante desse cenário, especialistas alertam que a separação entre manifestações religiosas e campanhas políticas deve ser rigorosamente respeitada para garantir a igualdade de condições entre os candidatos e a lisura do processo eleitoral.