Cruzeiro do Sul, Acre 26 de maio de 2026 15:15

Com possibilidade de El Niño, Acre terá trimestre mais quente

O Acre pode enfrentar temperaturas acima da média histórica entre os meses de maio, junho e julho de 2026, segundo o Relatório Hidrometeorológico nº 90, divulgado nesta terça-feira, 26, pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). O documento também aponta redução no nível dos rios em todas as principais bacias hidrográficas monitoradas no estado e ausência de chuvas nas últimas 24 horas.

De acordo com o relatório, o prognóstico climático elaborado a partir de dados do CPTEC/INPE, INMET, FUNCEME e Censipam indica que o Acre, junto com Rondônia, Mato Grosso e parte do Amazonas e Pará, deve registrar temperaturas acima da média histórica durante o trimestre.

Os órgãos de monitoramento destacam ainda que há possibilidade de formação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Segundo o Censipam, as temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico apresentam aquecimento e expansão de anomalias positivas, cenário que aumenta a probabilidade de configuração do fenômeno até o fim do trimestre.

Apesar da previsão de temperaturas elevadas, o boletim indica que as chuvas no Acre devem permanecer dentro da normalidade climática no trimestre. No entanto, para o período entre 26 de maio e 1º de junho, o prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta chuvas entre 1 mm e 20 mm, além de anomalia negativa em todo o território acreano, indicando precipitações abaixo do esperado para o período analisado.

O monitoramento hidrológico mostra que os rios acreanos seguem em vazante. Na Bacia do Rio Acre, todas as plataformas registraram redução no nível das águas na leitura das 6h desta terça-feira. Em Rio Branco, o Rio Acre caiu de 4,75 metros para 4,36 metros em 24 horas. Em Brasiléia, o nível passou de 1,79 metro para 1,72 metro, enquanto em Xapuri houve redução de 2,84 metros para 2,64 metros.

Na Bacia do Purus, Sena Madureira apresentou redução de 4 metros para 3,87 metros, enquanto Santa Rosa do Purus registrou 3,95 metros. Em Manoel Urbano, os dados atuais apareceram sem leitura disponível no sistema.

Já na região do Tarauacá/Envira, Tarauacá teve redução de 4,56 metros para 4,45 metros. Em Feijó, o nível caiu de 0,71 metro para 0,57 metro.

No Vale do Juruá, Cruzeiro do Sul registrou diminuição de 7,34 metros para 7,07 metros. Marechal Thaumaturgo caiu de 3,22 metros para 3,14 metros, enquanto Porto Walter permaneceu sem leitura atualizada.