Cruzeiro do Sul, Acre 22 de maio de 2026 16:41

“Ninguém aguenta viver só para trabalhar”, diz Eduardo Velloso sobre escala 6×1

O deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade) declarou apoio à redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, em que o trabalhador atua seis dias seguidos para folgar apenas um. O tema está no centro do debate nacional após o avanço de propostas no Congresso que discutem mudanças na carga horária semanal e novas escalas de trabalho.

Segundo Velloso, a discussão precisa ser tratada com responsabilidade, mas também olhando para a realidade de milhões de brasileiros que passam praticamente toda a semana dedicados ao trabalho, com pouco tempo para descanso, convivência familiar e saúde.

Sou do meio empresarial, da iniciativa privada, conheço a realidade de quem gera emprego, mas também sou médico e vejo diariamente o impacto do excesso de trabalho na saúde física e mental das pessoas. Esse debate precisa acontecer”, afirmou.

O Solidariedade, partido de Velloso, também vem defendendo pautas ligadas à valorização do trabalhador e à melhoria das condições de trabalho. O parlamentar acreano afirma que é possível construir uma transição equilibrada, sem ignorar os desafios enfrentados pelas empresas, principalmente as menores, e sem prejudicar o trabalhador.

A escala 6×1 é comum em setores como comércio, supermercados, farmácias, serviços e logística. Nos últimos meses, o tema ganhou força nas redes sociais e no Congresso Nacional após propostas que defendem a redução da jornada semanal sem corte salarial.

Uma das PECs em debate prevê redução da carga horária de 44 para 36 horas semanais, além de mudanças na divisão dos dias trabalhados. Defensores da proposta argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida, reduzir adoecimentos e até gerar novos empregos.

Para Velloso, a tecnologia e os novos modelos de produtividade também precisam entrar nessa discussão. “O mundo do trabalho mudou. Hoje existe tecnologia, automação e novas formas de produzir. A gente precisa encontrar equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida”, disse.

O deputado afirma que o debate não pode ser tratado de forma ideológica ou simplista. Segundo ele, o ideal é construir soluções que garantam proteção ao trabalhador sem desorganizar a economia.

“A pessoa precisa trabalhar, mas também precisa viver. Ter tempo para a família, para descansar e cuidar da própria saúde. Isso também é dignidade”, afirmou.