Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência passaram a contar com um novo espaço de acolhimento e atendimento especializado em Rio Branco. Inaugurado na última terça-feira (19), o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica) reúne, em um único local, serviços de assistência social, saúde, segurança pública e sistema de justiça.
A unidade fica na Avenida Brasil, nº 439, no Centro da capital, ao lado do Casarão, e tem como proposta oferecer atendimento humanizado e evitar que vítimas e familiares precisem procurar vários órgãos diferentes durante o acompanhamento dos casos.
Os primeiros atendimentos psicológicos feitos no local devem contemplar alunos do Instituto São José (ISJ), em Rio Branco. A escola retomou as aulas na última segunda-feira (11) após o ataque a tiros que matou duas inspetoras e deixou outras duas pessoas feridas.
Além disso, o atendimento do centro será destinado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou vítimas de qualquer tipo de violência em todo o estado.
O espaço conta com atendimento psicossocial, suporte jurídico, perícia médica, espaço lúdico infantil, dormitórios, berçário e acompanhamento especializado para crianças, adolescentes e responsáveis.
A atuação será integrada com conselhos tutelares, rede de saúde, educação, assistência social e órgãos de segurança pública.
O Acre é o oitavo estado brasileiro a contar com um centro integrado voltado ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Segundo a secretária adjunta de Assistência Social e Direitos Humanos do Acre, Sandra Amorim, o centro busca reduzir a revitimização de crianças e adolescentes durante os atendimentos.
“Imagine uma mãe que vem do interior ou da zona rural e precisa passar pela saúde, delegacia, conselho tutelar e assistência social. Isso acaba fazendo com que essa criança e essa família revivam a violência várias vezes. A proposta do Caica é justamente evitar isso”, explicou.
O centro é fundamentado na Lei da Escuta Protegida, criada para garantir atendimento especializado a vítimas de violência sem exposição desnecessária durante depoimentos e acompanhamentos institucionais.

Ainda de acordo com Sandra, a expectativa é que o espaço funcione 24 horas por dia e também ofereça acolhimento para famílias que precisem permanecer em Rio Branco antes de retornar aos municípios de origem.
”Então, o Caica tem como proposta o atendimento humanizado e que não revitimiza essa criança e esse adolescente. E para isso a gente vai atender toda essa demanda 24 horas por dia. A proposta é que, tanto de dia como à noite, a gente atenda essa criança, esse adolescente e essa família”, completou.
Capa: Clemerson Ribeiro/Secom