Uma falha de comunicação de cunho administrativo marcou a derrota do Santos por 3 a 0 diante do Coritiba na tarde deste domingo (17), em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto, disputado na Neo Química Arena, em São Paulo, teve como ponto central a saída por engano do meia-atacante Neymar aos 19 minutos da etapa complementar.
O camisa 10 santista estava temporariamente posicionado fora das linhas demarcatórias do gramado para receber atendimento médico e uma massagem na panturrilha. Nesse intervalo, o quarto árbitro da partida acionou o painel eletrônico de substituições indicando a saída do principal astro da equipe para a entrada do atacante Robinho Júnior.
Protesto, papel exibido e cartão amarelo
A comissão técnica do Santos interveio de forma imediata junto à mesa de arbitragem, alegando que a alteração planejada previa a saída do lateral argentino Escobar, e não de Neymar. Ao perceber que o seu número havia sido exposto na placa e que Robinho Júnior já havia adentrado o campo de jogo, o craque manifestou revolta com a condução do procedimento.
Em uma tentativa de forçar o seu retorno ao campo de jogo para anular o equívoco, Neymar foi contido pela equipe de arbitragem e acabou advertido com o cartão amarelo por indisciplina. Na sequência dos protestos, o jogador exibiu às câmeras de transmissão e aos juízes o papel oficial de alteração tática que teria sido entregue originalmente aos oficiais, onde constava a numeração de Escobar como o atleta a ser substituído.
Reinício e consolidação do erro
Apesar das reclamações e da apresentação das evidências físicas por parte do clube da Vila Belmiro, o trio de arbitragem aplicou a regra estrita da Fifa. Como a placa eletrônica exibiu o número 10 e o substituto tocou o gramado antes da correção do mal-entendido, a substituição foi considerada juridicamente consolidada e irreversível, impedindo o retorno do atleta.
O jogo permaneceu paralisado por quatro minutos em razão do impasse e das discussões à beira do campo. Após o meia-atacante exaurir os argumentos com o árbitro principal, a partida foi oficialmente reiniciada aos 23 minutos do segundo tempo sem a presença do jogador em campo, selando o desfalque forçado para a reta final do revés santista na capital paulista.