A articulação feita durante a Expoacre começa a gerar resultados concretos para a expansão de empresas ligadas ao Acre no mercado internacional. Um dos exemplos é a Frutos de Goiás, que deve inaugurar, nos próximos meses, a primeira loja da Frutos do Brasil em Arequipa, no Peru.
O avanço foi destacado por representante da empresa, que agradeceu publicamente o trabalho realizado por Assurbanípal Mesquita, o Assur, quando esteve à frente da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, e também a atuação da presidente da Acisa, Patrícia Dossa, na coordenação do projeto de aproximação comercial.
Assur comandou a Seict por mais de quatro anos e teve como uma das marcas de sua gestão a defesa da integração econômica do Acre com países vizinhos, especialmente Peru e Bolívia. A estratégia envolveu a criação de ambientes de negócios dentro da Expoacre, a presença de empresários estrangeiros na feira e a tentativa de transformar a localização geográfica do estado em oportunidade comercial.
Segundo o representante da Frutos de Goiás, Antonildo Pimenta de Oliveira Júnior, foi justamente esse trabalho de aproximação que permitiu à empresa assinar, ainda na Expoacre do ano passado, uma intenção de negócio que agora começa a se concretizar. A expectativa é que, em até seis meses, a marca avance para a inauguração da unidade em Arequipa, usando o nome Frutos do Brasil em sua atuação internacional.
“Agradecer o trabalho que o Assur fez ano passado enquanto secretário, a nossa presidente Patrícia Dossa como coordenadora do projeto. Graças a essa força, esse trabalho que foi feito na Expoacre ano passado, a gente conseguiu assinar uma intenção de negócio que esse ano se concretizou”, afirmou.
A fala reforça o papel da Expoacre como vitrine de negócios e não apenas como evento de entretenimento. A presença de empresários do Peru, da Bolívia e de outros países permitiu que produtos apresentados no Acre chegassem a novos mercados, abrindo espaço para acordos comerciais e futuras operações fora do Brasil.
A Frutos de Goiás participa da feira pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com o representante da empresa, a presença da marca cresceu a cada edição. No primeiro ano, a estrutura foi menor; no segundo, houve avanço; e, para este ano, a expectativa é de uma participação ainda maior, especialmente no salão internacional.
O resultado também fortalece a leitura defendida por Assur durante sua passagem pela Seict: a de que o Acre pode ocupar uma posição estratégica no comércio com os países andinos, usando a integração regional, as rodadas de negócios e a relação com o setor produtivo como ferramentas para gerar oportunidades.
“É um trabalho de formiguinha. Mas é de fato muito admirável, é gratificante”, destacou o representante da empresa.
Com a possível inauguração da unidade em Arequipa, a articulação iniciada na Expoacre ganha efeito prático e ainda mais peso pelo porte da marca envolvida na articulação. A Frutos de Goiás, que no mercado internacional atua como Frutos do Brasil, já levou seus produtos para os Estados Unidos, com parceiros comerciais em Utah e na Flórida, e avançou também em negociações para o Oriente Médio, com distribuição prevista para os Emirados Árabes Unidos, especialmente Dubai, e Arábia Saudita.
No Brasil, a empresa tem presença nos 26 estados e no Distrito Federal, com uma linha de produtos que inclui picolés, sorvetes e açaí. Por isso, a chegada ao Peru não representa apenas a abertura de mais uma loja. Representa a entrada de uma marca brasileira de alcance nacional e internacional em um novo mercado sul-americano, tendo o Acre como ponto de articulação.