Cruzeiro do Sul, Acre 14 de maio de 2026 18:37

Navio com bandeira indiana naufraga após explosão perto de Omã

O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou nesta quinta-feira (14/5) como “inaceitável” o ataque a um navio de bandeira indiana que naufragou ao largo de Omã, segundo um organismo de monitoramento da segurança marítima.

Nova Délhi não forneceu mais detalhes sobre o ataque ocorrido na quarta-feira (13), nem sobre o destino do navio, nem sobre a identidade dos supostos responsáveis.

“O ataque contra um navio de bandeira indiana ao largo da costa de Omã ontem é inaceitável, e lamentamos que a navegação comercial e os marinheiros civis continuem sendo alvos”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Índia em um comunicado.

De acordo com a empresa de segurança marítima Vanguard Tech, o cargueiro, identificado como MSV Haji Ali, transportava 14 tripulantes e teria naufragado após uma explosão em alto-mar, ao largo da costa de Omã.

A Vanguard informou que o navio transportava gado do porto de Berbera, localizado na região separatista da Somalilândia, na Somália, com destino a Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma “explosão suspeita, possivelmente causada por um ataque de drone ou míssil”.

“Um incêndio teria se iniciado a bordo, forçando a tripulação a abandonar a embarcação antes que ela afundasse”, acrescentou a empresa. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Índia, todos os tripulantes foram resgatados pelas autoridades de Mascate, capital de Omã, e estão em segurança.

Estreito de Ormuz e Brics

O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica por onde normalmente transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, elevou os preços do gás e dos combustíveis, pressionando economias fortemente dependentes de importações de energia, como a da Índia.

“Lamentamos que a navegação comercial e os marinheiros civis continuem sendo alvos”, reiterou Nova Délhi.

A Índia sedia nesta quinta e sexta-feira (15) uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos Brics, bloco de dez países não ocidentais, do qual o Brasil faz parte, que reúne cerca de metade da população mundial.

Entre os participantes está o chanceler iraniano Abbas Araghchi, que não mencionou o ataque, mas ressaltou que o Estreito de Ormuz “está aberto a todos” os navios comerciais que “cooperam” com a Marinha do Irã.