O Acre contabilizou 52 homicídios nos quatro primeiros meses de 2026, segundo dados do Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI), divulgado pela Polícia Civil do Estado. Somente em abril, foram registrados 12 assassinatos, sendo a maioria atribuída preliminarmente a execuções ligadas a facções criminosas
O levantamento mostra que abril apresentou redução de 14,29% em relação a março, quando o estado registrou 14 mortes violentas intencionais. Ainda assim, o número ficou acima do contabilizado no mesmo período do ano passado, quando o Acre teve oito homicídios.
Os dados apontam que janeiro registrou 11 homicídios, fevereiro contabilizou 15 casos, março teve 14 ocorrências e abril fechou com 12 vítimas.
Rio Branco lidera número de homicídios
A capital acreana concentrou o maior número de assassinatos registrados em abril, com sete casos. Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Rodrigues Alves e Xapuri tiveram um homicídio cada.
Segundo o relatório, o Acre apresenta redução gradual nos índices de homicídios desde os anos mais violentos da disputa entre facções criminosas no estado, registrados entre 2016 e 2018.
Em 2017, o estado atingiu o maior número da série histórica, com 503 homicídios e taxa de 60,63 mortes por 100 mil habitantes. Em 2026, considerando os dados acumulados até abril, a taxa parcial é de 5,88 homicídios por 100 mil habitantes.
Perfil das vítimas
Todas as vítimas assassinadas em abril eram homens e pardos, segundo a Polícia Civil.
A faixa etária entre 18 e 24 anos registrou o maior número de casos, com três vítimas. Em seguida aparecem pessoas entre 25 e 29 anos, 35 e 39 anos, 45 e 49 anos e acima de 60 anos, com dois registros cada.
Facções e armas de fogo lideram casos
As armas de fogo foram utilizadas em 75% dos homicídios registrados em abril. Já as armas brancas apareceram em 25% das ocorrências.
O relatório aponta ainda que sete mortes foram classificadas preliminarmente como execuções relacionadas a facções criminosas. Outros quatro casos seguem sob investigação e um homicídio foi atribuído a motivo fútil relacionado a consumo de bebida alcoólica.
Noites e fins de semana concentram crimes
Os homicídios ficaram distribuídos ao longo da semana, mas domingo, quarta-feira e sexta-feira concentraram o maior número de ocorrências, com três casos cada.
O período da noite concentrou metade dos crimes registrados no mês. Ao todo, seis homicídios ocorreram entre 18h e 23h59.