Cruzeiro do Sul, Acre 6 de março de 2026 02:57

ONU expressa preocupação e apela que EUA retire medidas contra Cuba

A Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestou sobre a escalada das crises econômica e energética em Cuba, e fez um apelo para que os Estados Unidos retirem medidas que restringem a exportação de petróleo à ilha caribenha.

A ONU ressalta que os sistemas de saúde, alimentação e água cubanos são dependentes do combustível à base de petróleo, e a atual escassez coloca em risco os serviços essenciais do país.

“Isso está tendo um impacto cada vez mais severo sobre os direitos humanos da população cubana”, afirmou a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Marta Hurtado.

Crise energética cubana

  • Após os Estados Unidos invadirem a Venezuela e prenderem o presidente Nicolás Maduro, dia 3 de janeiro, o país parou de negociar petróleo com Cuba, agravando a crise de combustível no país — a Venezuela é um dos principais fornecedores de petróleo a ilha.
  • No final de janeiro, o governo de Donald Trump aprovou uma medida que prevê sanções financeiras a qualquer país que negocie petróleo com Cuba.
  • A crise no país afetou serviços essenciais e diversos setores da economia cubana. A malha aérea do país está altamente comprometida.
  • O governo cubano anunciou medidas emergenciais para tentar mitigar a crise de combustível — como a semana de trabalho de quatro dias e o aumento do trabalho remoto.

A porta-voz acrescentou que o acesso a serviços essenciais como alimentos, água, medicamentos e combustível “deve ser sempre garantido, pois são fundamentais nas sociedades modernas para o direito à vida […]”.

O órgão internacional avalia que, em Cuba, 80% dos equipamentos de bombeamento de água dependem de eletricidade, e os cortes de energia prejudicam o acesso da população a água potável e saneamento básico.

O comissário para Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, fez um apelo sobre o fim das sanções unilaterais para fins políticos.

“Os objetivos políticos não podem justificar ações, que, por si só, violam os direitos humanos”, defendeu.