Moradores do município de Rodrigues Alves registraram na manhã desta segunda-feira (9) cenas que retratam uma realidade antiga e dolorosa, marcada por sofrimentos, riscos e prejuízos constantes à população local. A situação, que se repete há décadas, evidencia um grave problema social que afeta diretamente milhares de cidadãos da região do Juruá, deixando gerações inteiras reféns da precariedade na travessia do Rio Juruá.
Segundo o Movimento Social Pró-Ponte, a ausência de uma ponte no município representa não apenas um transtorno diário, mas um entrave ao desenvolvimento e à integração de Rodrigues Alves com os demais municípios do Acre e do país. A população destaca que, enquanto o governo do Estado já construiu pontes em Sena Madureira e Xapuri, além de planejar novas estruturas entre Epitaciolândia e Brasiléia e uma sexta ponte sobre o Rio Acre, em Rio Branco, a principal demanda da região do Juruá segue sem atendimento.
Os moradores ressaltam que não são contrários à construção de obras em outras regiões, reconhecendo a importância de investimentos em todo o estado. No entanto, criticam a falta de critérios baseados em prioridades, apontando que a ponte sobre o Rio Juruá apresenta uma necessidade urgente, por ser fundamental para a mobilidade, segurança e desenvolvimento econômico de toda a região.
Historicamente, a região do Juruá enfrenta maiores dificuldades e índices de subdesenvolvimento, o que torna a ausência de infraestrutura básica ainda mais impactante. Diante desse cenário, a população reafirma que a luta por respeito, dignidade e melhores dias continuará. Para o movimento, resistir e cobrar soluções é essencial para garantir desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida para os moradores de Rodrigues Alves e de toda a região.