Um raro e impressionante registro da vida selvagem foi feito na Estação Ecológica Rio Acre (ESEC), em Assis Brasil. Colaboradores do ICMBio e pesquisadores flagraram uma onça-pintada atravessando o rio em uma tentativa de caça a um porco-do-mato, a cerca de 150 metros da base de campo da unidade. As imagens foram captadas por volta das 17h da última terça-feira, dia 03.
Segundo a gestora da ESEC Rio Acre, Lívia Chiavegatti, o registro ocorreu durante uma semana especial de atividades científicas na unidade. “Estamos promovendo, em parceria com a Universidade Federal do Acre (UFAC) e o Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma disciplina de campo dentro da Unidade de Conservação”, destacou.
Outra curiosidade observada nas imagens é o volume reduzido do Rio Acre em sua cabeceira. Diferente do que se vê em cidades como Rio Branco, o rio apresenta menor vazão nesse trecho inicial, já que seu volume aumenta ao longo do percurso com a contribuição de igarapés e lagos que deságuam no manancial.
Com uma área de 79.395,22 hectares praticamente intactos, a Estação Ecológica Rio Acre é fundamental para a preservação da fauna e da flora acreanas. Criada em 2 de junho de 1981 pelo Decreto Federal nº 86.061, a unidade está localizada no município de Assis Brasil, na fronteira com o Peru, e é considerada uma das áreas mais isoladas e bem preservadas do país.
Além de funcionar como refúgio para inúmeras espécies da biodiversidade amazônica, a ESEC Rio Acre protege parte significativa das cabeceiras do rio Acre, recurso essencial para o abastecimento de municípios como Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e até a capital, Rio Branco.