O Corpo de Bombeiros Militar realizou uma complexa operação de busca por pessoa submersa no Rio Juruá, na Comunidade Foz do Tejo, no município de Marechal Thaumaturgo (AC). A guarnição retornou da missão no dia 28 de janeiro, após vários dias de atuação em condições adversas.
O desaparecimento ocorreu no dia 22 de janeiro, quando um indígena da etnia Ashaninka desapareceu após o naufrágio de sua canoa, provocado pelo deslizamento de um barranco às margens do rio. Desde o acionamento, os militares percorreram cerca de 300 quilômetros por via fluvial até chegar à comunidade, onde deram início às buscas.
A operação enfrentou sérias dificuldades devido à forte correnteza provocada pelo fenômeno conhecido como “ripiquete”, que dificultava a ancoragem segura das embarcações e elevava o risco para os mergulhadores. Além disso, a baixa visibilidade subaquática, as constantes variações no nível do rio e informações imprecisas sobre o local exato do desaparecimento exigiram a adaptação das estratégias de busca. Diante desse cenário, a equipe técnica empregou a técnica de “caminhada pelo píer” para vasculhar o leito do rio.
As buscas se estenderam por cinco dias, com mergulhos realizados em sistema de rodízio, varreduras superficiais e inspeções ao longo das margens do rio. Ao todo, foram cobertos aproximadamente 16 mil metros quadrados de área submersa e cerca de 15 quilômetros de margens. A missão foi encerrada na terça-feira, 27 de janeiro de 2026. Apesar de todos os esforços empenhados, as condições dinâmicas do Rio Juruá impediram a localização da vítima.