Cruzeiro do Sul, Acre 7 de março de 2026 18:08

Imagens fortes: drones mostram fila de corpos após megaoperação no Rio. Veja vídeo

Imagens de drones mostram corpos enfileirados na Praça São Lucas, na Penha, após megaoperação policial realizada, nessa terça-feira (28/10), no Rio de Janeiro. A operação, que já conta com mais de 132 mortos e 113 presos, é considerada a mais letal da história do estado.

Veja o vídeo:

Em meio aos destroços do confronto, drones registraram o momento em que os corpos são cobertos por lona e passam a serem retirados da praça e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Cerca de 70 cadáveres, cobertos por panos e lonas, foram enfileirados para que familiares pudessem fazer o reconhecimento das vítimas que morreram durante a ação policial.

Megaoperação

  • Pelo menos 132 pessoas foram mortas durante a megaoperação contra o Comando Vermelho deflagrada na manhã dessa terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro.
  • Entre os mortos, há quatro policiais – dois civis e dois militares.
    Segundo o governo, o objetivo da operação era de desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado, e apreender fuzis que a organização criminosa portava.
  • A operação é considerada a mais letal da história do Rio. De acordo com o governador, quatro policiais foram mortos por “narcoterroristas durante a Operação Contenção” em um dia considerado histórico no enfrentamento ao crime organizado para Polícia Civil do RJ (PCERJ).

“Por que ele saiu de casa?”

A maioria dos familiares que chegava ao local eram mulheres, mães, esposas e irmãs que se ajoelhavam no chão, choravam sobre os corpos e tentavam compreender o que havia acontecido.

Em um dos momentos mais emocionantes, registrado pela reportagem, uma mulher abraçou o cadáver de um parente e lamentou: “Por que ele saiu de casa?”.

Moradores classificaram a megaoperação como “massacre” e “chacina”, e direcionaram críticas ao governador Cláudio Castro (PL), responsável pela iniciativa policial que resultou em um número ainda incerto de mortos na região.

Castro, por sua vez, considerou a megaoperaçlão como “um sucesso”. “Quanto a vítimas, só houve policiais”, ressaltou.