O deputado federal e ex-ministro Paulo Pimenta (PT) afirmou, nesta quarta-feira (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende visitar a ex-presidente Cristina Kirchner em sua viagem à Argentina para a Cúpula do Mercosul, no início de julho.
“Nesta vinda dele a Buenos Aires para a cúpula, ele pretende ter um encontro com a Cristina”, disse Pimenta à CNN.
“O Lula falou com ela na semana passada por telefone e disse para ela que quando viesse à Argentina iria visitar ela”, complementou
Cristina Kirchner começou, na terça-feira (17), a cumprir prisão domiciliar, após ser sentenciada a uma pena de seis anos de prisão e proibição perpétua de ocupar cargos públicos por suposto envolvimento em um esquema de corrupção na licitação de obras públicas.
Uma semana antes da confirmação da sentença pela Suprema Corte da Argentina, Kirchner havia anunciado que se candidataria a deputada pela província de Buenos Aires.
Segundo o ex-ministro de Lula, o presidente brasileiro estará em Buenos Aires nos dias 2 e 3 de julho para a Cúpula do Mercosul, na qual a Argentina passará a presidência temporária do bloco para o Brasil.
Na semana passada, a CNN adiantou que o entorno de Lula avaliava a possibilidade. Segundo a defesa de Kirchner, a visita do presidente brasileiro não deve ser impedida.
Na terça-feira (17), a Justiça determinou que a ex-presidente apresente, em até “48 horas úteis”, uma lista com nomes de familiares, policiais, profissionais médicos que a atendem regularmente e advogados que a representam para que possam acessar a residência dela enquanto cumpre a pena.
“Qualquer acesso de qualquer outra pessoa não incluída nessa lista deverá ser solicitado e justificado”, alerta o documento.
Pimenta está neste momento em Buenos Aires, para uma marcha organizada pelo peronismo de apoio a Cristina Kirchner e pretende visitar a ex-presidente ainda nesta quarta.
Ele aguarda, no entanto, que a Justiça argentina faça esclarecimentos solicitados pela equipe de Cristina Kirchner sobre as condições da prisão domiciliar.
A CNN tenta contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República e aguarda retorno.