Cruzeiro do Sul, Acre 17 de março de 2026 11:07

Família de caminhoneiro carbonizado em Rondônia aguarda há 4 meses liberação do corpo para sepultamento em Cruzeiro do Sul

Após quatro meses, família de caminhoneiro que morreu carbonizado aguarda por liberação do corpo para sepultamento em Cruzeiro do Sul, Acre.

Denis de Souza Fonseca, morreu carbonizado dia 15/10/2024 aos 26 anos de idade após um grave acidente na BR-364, no trecho entre Vila Extrema e Vista Alegre do Abunã, em Extrema (RO). O acidente ocorreu horas depois de uma carreta ter tombado e derramado britas na rodovia, e que não haviam sido removidas. Segundo informações, não havia sinalização por parte da PRF indicando o perigo na via.

A família de Denis entrou em contato com o site Juruá Comunicação para relatar o ocorrido.

“O acidente dele foi causado por falta de sinalização por parte da PRF. Segundo relatos, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) esteve nesse acidente mas não sinalizou, a noite, e, infelizmente, um amigo do meu irmão que vinha a sua frente freou bruscamente e ele não conseguiu frear a carreta e bateu. O caminhao que ele estava pegou fogo na hora”, relata Orleison Souza, irmão de Denis.

Ele trabalhava para a empresa “Medeiros” que fica em Rio Branco, Acre, no bairro Loteamento Santo Afonso Avenida Francisco Pinheiro, 211. Denis morreu dia 15/10/24, sendo que dois dias após a morte, foi coletado amostras de DNA do filho dele em Porto velho (RO), e hoje [quarta-feira] depois de 4 meses que pediram um novo exame.

“No meio disso, segundo eles [IML], a máquina quebrou e agora eles vão refazer o exame pra confirmar o primeiro resultado, só que o problema é porque só tinha ele no caminhão, e que inclusive, foi questionado isso lá no iml, questionei, mas eles disseram que eram lei do estado. Mesmo que pelo estado do corpo não tenha dado 99% do reconhecimento pelo DNA não tem como ser outra pessoa”, conta Orleilson.

Denis residia com a esposa e o filho em Rio Branco, mas eles são de Cruzeiro do Sul, e estavam na capital apenas trabalhando.

A família pede agilidade na identificação do corpo, já que Denis estava sozinho no caminhão. Um advogado foi contratado pela empresa em que ele trabalhava para cuidar do caso, porém nada foi resolvido até o momento.

A equipe de reportagem entrou em contato com o Instituto de DNA Criminal de Rondônia, mas, até o momento não obteve resposta.

Já em contato com a Assessoria de Comunicação do governo do estado do Acre, foi informado que o chefe de gabinete do governador Gladson Camelí foi acionado para ver o podem fazer pela família diante da situação, pois o problema é dentro da Jurisdição de Rondônia.